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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

A ressuscitação

Decidi voltar a escrever no meu blog...
Como o tempo voa sem nos darmos conta disso.
Minha última postagem foi em outubro do ano passado.
Quantas coisas aconteceram e eu deixei passar batido...

A verdade é que estamos sempre publicando ou divulgando o que realizamos em um outro meio de comunicação - se assim podemos chamá-lo - as redes sociais. Ou melhor, corrigindo, a rede social.
Estou em casa, deitada em meu sofá, sem ter muito o que fazer, por conta de uma dor muscular, que está teimando em não me deixar. Com isso decidi organizar arquivos no computador. Limpeza geral.  Foi nessas limpezas que lembrei do meu blog.

(Na verdade, eu achei os meus desenhos produzidos no meu celular e senti vontade de publicá-los. Lembrei que já havia uma postagem desses desenhos no meu blog. O visitei e postei minhas imagens. Assim em um impulso. Foi, então, que constatei que meu blog estava parada há mais tempo do que eu imaginava.)

Esse blog foi criado como uma disciplina do meu pós Espaços e Possibilidades na  Educação Continuada. Por isso, penso que para finalizá-lo, nessa atividade, devo publicar a minha última atividade nesse curso:

Encontro de Defesas Públicas dos artigos da IFSUL.

Eu estava tranquila. Confiante. Fui muito elogiada e precisei defender muito pouco o meu artigo. Como era de se esperar: Conceito A
Adorei participar desse curso. Adorei realizar cada uma das atividades propostas. Foi muito produtivo e fez a diferença na minha vida.














quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Novos desenhos, novas divagações...


Sempre que estou em algum lugar e que me sinto entediada, ou com dificuldades de prestar atenção, ou simplesmente, ficar parada por um tempo expressivo, acabo desenhando no meu celular.

Decidi publicar mais alguns...



















domingo, 23 de outubro de 2011

Que venham as lágrimas...


 

Ontem, participei do XVIII Encontro Internacional de Educação do Mercosul. Durante o dia, estive em contato com palestrantes feras, como Celso Antunes e Thereza Penna. Ao final da fala de Antunes saí da SAPP com  muita vontade de chorar, mas não eram apenas lágrimas, era uma vontade de chorar, chorar como crianças, colocando para fora vinte e poucos anos de uma educação que poderia ter sido diferente. A verdade é que você até tentou, que você  fez de tudo para dar certo, mas que, infelizmente, voou sozinha, ou para não ser injusta, quase sozinha.

De tarde, ("Maria") Thereza Penna nos falou de avaliação, e foi nesse momento, que confessei a minha colega, sobre duas  crianças que o sistema me obrigou a reprovar e que até hoje sofro por isso. 
Ouvir que aquelas frases que dissemos - talvez para amenizar o nosso remorso -  como é bom para o aluno reprovar para poder amadurecer são mitos criados por nós educadores e que poderíamos reverter esse quadro.E possível, é só ter coragem, co-ra-gem, para criar situações de vitória e não de derrotas. Novamente, senti muita vontade de chorar. Quantas vezes, a Thousand times, sugeri formas de tentar recuperar crianças que chegam no 6° ano sem saber ler. E o que fazemos? O reprovamos, um, dois, três anos. Ficamos nos duelando em silêncio, até que a criança desiste e abandona a escola. O maior problema da indisciplina é -e eu repito isso há anos - o analfabetismo funcional. A criança, para não se expor perante seus colegas, às vezes mais novos do que eles, perturba a aula. O que fazemos? O expulsamos da escola. Seria tão simples, muito simples. Programas de aceleração. Mas não aceleração como fazemos, esse também joga o aluno para fora dessa nossa roda que gira em alta velocidade.

Então, depois de tantas reflexões, de tantas mexidas nas minhas gavetas interiores, eu tinha uma missão à noite. Apresentar o meu trabalho sobre "A importância dos feriados nacionais no entorno escolar". Falar sobre a nossa escola do coração "Antonio Francisco" é se emocionar. Eu estava angustiada, e me dizia, all the time, why? Eu sabia por quê? Não tem como não se emocionar falando de nossa escola, tudo por lá é intenso. Só quem já trabalhou na Figueirinhas  entende o que eu estou falando. Tentei o tempo todo me controlar, mas no final não aguentei e me emocionei. Fiquei com uma mistura de sentimentos. Não queria ter me emocionado, sou uma pessoa muito crítica, fico o tempo todo imaginando o que as pessoas concluiriam. Chorou por que foi uma atividade gratificante? Sim, foi muito gratificante, por que falar sobre fé, esperança e amor, é mexer com as tuas crenças e com as crenças dos outros. Chorou por que não tem controle? Talvez, depois de tanto que ouvi e de tantas lembranças e revoltas que provoquei em mim mesma, perdi o controle da minha emoção. Algumas pessoas não se permitem emocionar, não é o meu caso, mas não me perdoei até agora, por essa emoção, por essa exposição. 

Mas, eu sei qual foi o motivo. Enquanto apresentava o nosso relato de experiência, lembrei-me de todas aquelas crianças que estão lá na Antônio Francisco, que são jogadas para fora da escola, que são expulsas ou descriminadas por suas condições físicas ou intelectuais. Nós a aceitamos de braços abertos, mostramos a elas que é possível sim, aprender, não o aprender igual a todos os outros, não o aprender a ler, mas o aprender a conviver, o aprender a ter, e isso, minha gente é muito emocionante. 

So, que venham as lágrimas, mas as lágrimas de saber que você, e junto com as Elisas,  Luísas, Sirleis,  Maristelas, Sandras, karinas, os Denis, Nazarenos, Robertos, Andréias, Cristinas e muitos outros, fizemos a nossa parte como educadores e como cidadãos e ainda continuamos fazendo.  

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Dia Nacional do Surdo

Nesta segunda-feira (26), data em que se comemora o Dia Nacional do Surdo.
Neste vídeo fica bem claro como deve ser dificil não ser compreendido.



domingo, 25 de setembro de 2011

A evolução


Adorei esses vídeos Eles  fazem  parte de um trabalho que estou realizando no meu Curso de Especialização Mídias na Educação - UFRGS

O que é ser professor hoje.




O que é ser professor?



           
Muitos professores marcaram minha vida tanto positivo quanto negativamente, mas decidi falar sobre um professor que me ensinou muito.  O Professor Arli Borba, saudoso Professor Arli, que não está mais entre nós, certamente, está ensinando em outras esferas da vida. Lembro-me dele com muito carinho, advogado, mas nos ensinava sobre agricultura. As minhas recordações me levam as  histórias que nos contava nas suas aulas, embaixo das árvores centenárias da Escola Estadual de Ensino Médio Ildefonso Simões Lopes, mais conhecida como Escola Rural. Histórias com um fundo moral, histórias de vidas reais ou não tão reais que escutávamos como se estivéssemos alimentando a nossa alma.  Vem dele a minha mania de sempre contar uma história quando quero ensinar algo que foge do conteúdo formal.     
            Vejo que o professor tenta continuar sendo o mesmo de anos atrás. Estamos vivendo uma mudança muito grande de valores e, por causa disso, há muitas situações que antes não eram aceitas sendo perdida ou modificada. Existe uma frase que diz que as escolas são do século XIX, os professores do século XX e os alunos do século XXI. Vejo a educação dessa forma. Os professores estão em constante aperfeiçoamento, mas não conseguem mudar a sua prática diária. Estamos vivendo a era do inconformismo, do desestímulo, poucos conseguem modificar ou fazer a diferença.
            Acredito que quando decidimos por uma profissão,  com certeza, ela é escolhida por ser uma missão, um sacerdócio. Quem quando criança não brincou de ser professor (a)? Mas, podemos sim, nos tornar professores após uma caminhada em outra profissão.
 Eu me tornei professora. A minha história começa assim: Meu pai era proprietário de uma empresa que vendia materiais de construções. Eu cresci neste ambiente, entre tijolos, pedras, telhas, etc. Sempre dizia que seria arquiteta. Fui morar em Osório, ingressei na Escola Rural para cursar o segundo  grau. Pensando em um vestibular... No segundo ano vinte e três alunos da minha turma foram reprovados, inclusive eu. Decidi fazer Magistério.
No início foi apenas uma profissão mais fácil e rápida, eu pretendia casar  e vir morar no Pinhal. Hoje, quando olho para trás vejo que tudo valeu a pena, nada foi em vão. Eu não poderia ter escolhido outra profissão. Ser professora é a minha vocação.

por Eloise Ferreira Faistauer de Borba
Pós Graduação Lato Sensu em Modalidade a Distância
Espaços e possibilidades para a educação continuada